Kivimetsän Druidi - Entrevista exclusiva!

29 Dec 2008 - Pedro

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Após terem assinado contrato com a Century Media e dado nas vistas na tour com os Korpiklaani, decidi falar com os finlandeses Kivimetsän Druidi, não só para os conhecer melhor mas também para saber o que podemos esperar do primeiro álbum “Shadowheart”. Eis o que a vocalista Leeni-Maria e o guitarrista/vocalista Joni Koskinen nos contaram.

 

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Antes de mais, saudações de Portugal e benvindos ao MetalWebzine.com. Esta é uma recente webzine criada para espalhar a palavra do Rock e Metal para os fãs de língua portuguesa por esse mundo fora. Estou orgulhoso de contar convosco como a primeira banda entrevistada pela zine.

 

   Leeni-Maria: Muito obrigado, o prazer é nosso.

 

Para começar, podem  descrever-nos brevemente como tudo começou? Quais foram as vossas maiores motivações e influências?

 

   Joni: Tudo começou quando estávamos a tocar juntos com o meu irmão na garagem dos nossos pais e quase compusemos a nossa primeira canção, acidentalmente. Estávamos em 2002.  Continuámos com o projecto com apenas dois elementos, por pouco mais de um ano, mas tivemos a possibilidade de participar num concurso de bandas e decidimos juntar músicos para todos os instrumentos e fizemos dos Kivimetsän Druidi uma verdadeira banda. Tenho de confessar que os Moonsorrow foram a nossa alavanca, já que quase só ouvíamos o segundo album deles na altura e queríamos fazer o mesmo estilo de música que eles faziam. As outras influências vêm de bandas como os Ensiferum, Fintroll, Rhapsody Of Fire. Para mim o Thrash Metal dos anos 80 também foi sempre muito importante.

 

 Tem havido uma enorme proliferação de bandas encabeçadas por mulheres pelo mundo fora e a cena finlandesa é bastante forte nesta matéria. Isto sempre foi importante para vocês ou aconteceu por acaso?

 

   Joni: Tocámos o nosso primeiro concerto sem vocalista feminina, mas logo após esse primeiro espectáculo uma mulher entrou para a banda. Eu penso que a Annika (a nossa primeira vocalista) viu esse concerto e ficou interessada em juntar-se a nós naquele momento. Tem sido importante para nós ter uma vocalista já que é um aspecto que quisemos na nossa música desde o início. Penso que tem algo a ver com a necessidade de extremos. Poderia por exemplo comparar-nos como uma batalha entre o bem e o mal. O lado do mal com as vozes guturais e o lado do bem com as lindas e limpas vocalizações femininas.

 

Existem excelentes bandas de Folk Metal. O que é que, na vossa opinião, fará os Kivimetsän Druidi originais?

 

   Leeni-Maria: Provavelmente a combinação. Das influências de black metal com as de folk, tanto minhas como dos rapazes – das vocalizações dramáticas e mais “soft” da minha parte, a presença constante das guitarras fortes e os teclados que por vezes estão presentes até aos limites da razão. Para mim sinto que são mesmo a nossa característica mais forte.

 

     Joni: Sim, como a Leeni-Maria já disse. Temos uma combinação de diferentes estilos como nunca houve antes. Gosto de catalogar a nossa música como Fantasy Metal por duas razões distintas. Primeiro há a componente lírica e segundo há a livre vontade de escolher o estilo de música que quisermos e misturar com outros elementos que quisermos. Não há regras estritas para nós, apenas temos a nossa imaginação como limite. Eu, por exemplo, ouço muito thrash metal dos anos 80 e gosto de usar riffs de thrash quando estou a compor as linhas de guitarra. Fazemos música que nos próprios gostamos de ouvir.

 

Gravaram 3 EP’s, todos eles com excelentes críticas e agora é altura do primeiro longa duração intitulado “Shadowheart” através da Century Media. O que podem os fãs esperar deste álbum?

 

   Leeni-Maria: Ugh, a minha qualidade de nascença que é a auto-punição não me permite responder a esta pergunta.

 

   Joni: Haha. Bem... Devo dizer que se gostaram dos lançamentos anteriores, vão provavelmente gostar deste primeiro álbum também. Contém temas dos nossos primórdios e tem algo que nunca ninguém ouviu antes. “Shadowheart” é muito versátil e pessoalmente eu gosto de todos os aspectos dele. É pesado, cru, sinfónico e... orientado para a cultura celta e todo ele um álbum alegre.


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E agora sobre o conceito lírico da banda. Sobre que assuntos gostam de compor? Onde encontram inspiração para escrever?

 

   Joni: Até agora escrevi todas as nossas letras. Bem, a Leeni-Maria fez algumas modificações nalguns temas. A maior parte das nossas letras contam uma pequena história de um mundo de fantasia imaginário, mas algumas são baseadas em acontecimentos da idade média. Tenho de salientar que nenhum dos nossos temas lida com acontecimentos reais, mas claro que um indivíduo pode conectar as coisas e ver entre mundos. Haha. Li uma boa quantidade de literatura fantástica e joguei jogos do mesmo estilo, logo a maior parte da minha inspiração vem daí. A principal ferramenta que uso para escrever letras ainda é a minha imaginação.

 

   Leeni-Maria: As letras que eu irei escrever para nós no futuro – foi-me apontada essa tarefa, meu Deus – vai, pelo menos nesta fase, contar as histórias que vão na minha cabeça, de outros lugares e pessoas. Terei de domá-las para se inserirem no mundo que o Joni tem vindo a criar e a escrever. Penso que se conseguir por o processo a andar, poderão ver claras diferenças entre as histórias do Joni e as minhas. Ele escreve em grandes frases, sobre grandes assuntos, guerras inteiras, épocas, destinos de nações numa só canção e eu gosto das “pequenas pessoas”. Nunca me farto de descrever os detalhes. Acho que escreverei uma canção inteira sobre um gnomo andando trinta pés, atravessando uma praça dum mercado...não, talvez cinco pés.

 

Escolheram cantar em finlandês, mas começaram também a escrever letras em inglês. Querem com isto chegar a mais pessoas? Cantar em finlandês faz-vos sentir mais perto das vossas raízes?

 

   Joni: A razão que me levou a começar a escrever em inglês é que simplesmente estava morto de tédio a escrever em finlandês. Quis ver se as letras em inglês se encaixavam nas músicas e rapidamente vimos que entravam bastante bem. A partir daí sempre que ouvia a canção tentava perceber se soava a inglês ou finlandês, haha. Não propriamente, apenas sinto que algumas músicas são feitas para funcionar com letras em finlandês e vice versa.

 

Leeni-Maria: Hmm.. por vezes, para mim, algumas histórias apenas saem naturalmente numa língua ou noutra, sem razão aparente. Por acaso, a nossa ”Blacksmith” funciona com facilidade em ambas as línguas, o que é curioso... Não sei porquê.

 

Com o lançamento de “Shadowheart” é esperada uma tour extensa. Já andaram em tour com os fantásticos Korpiklaani. Falem-nos dessa experiência. Como tem sido a reacção dos fãs até agora?

 

   Joni: A tour foi realmente fantástica! O feedback que tivemos da audiência deu-nos força para continuar no caminho que escolhemos. Foi muito bom andar na estrada com uma banda como os Korpiklaani pela simples razão que eles têm muita experiência e sabiam sempre como as coisas deviam ser tratadas. Esperamos ansiosamente pela próxima tour e encontrar todos os nossos fãs por aí fora.

 

Bom, desejo-vos muita sorte com “Shadowheart” e para a tour que aí vem! Mal posso esperar por vos ver ao vivo cá em Portugal. As últimas palavras são vossas. Estejam a vontade para deixar uma mensagem a todos os fãs de língua portuguesa! Mantenham a chama acesa!

 

   Leeni-Maria: Reciclem. Usem sempre cinto de segurança. Não, não precisam de alcoól para se divertirem, quem disser o contrário está a mentir. Rock ’n’ Troll!

 

   Joni: Haha! Sim, obrigado pela entrevista. Comprem o nosso album! Vemo-nos na tour!

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