JUDAS PRIEST"Nostradamus"Ano 2008Sony BMG CD1
01. "Dawn of Creation"
02. "Propechy"
03. "Awakening"
04. "Revelations"
05. "The Four Horsemen"
06. "War"
07. "Sands of Time"
08. "Pestilence and Plague"
09. "Death"
10. "Peace"
11. "Conquest"
12. "Lost Love"
13. "Persecution"
CD2
01. "Solitude"
02. "Exiled"
03. "Alone"
04. "Shadows In the Flame"
05. "Visions"
06. "Hope"
07. "New Beginning"
08. "Calm Before The Storm"
09. "Nostradamus"
10. "Future Of Mankind"
Os Judas Priest são uma banda que dispensa apresentações. Responsáveis
por influenciar excelentes bandas como os Iron Maiden, Metallica e até
mesmo os Slayer ou os Pantera, lançaram este ano o tão aclamado
"Nostradamus".
Sendo o segundo álbum de originais desde o
regresso de Rob Halford para as vocalizações, a banda criou uma enorme
expectativa em torno deste trabalho, tendo todo o cuidado para que
muito poucas informações sobre ele fossem disponibilizadas. Os fãs
criaram uma enorme expectativa e esperava-se um digno sucessor ao nível
de "Painkiller". Eis que surge então "Nostradamus", um álbum conceptual
em torno da vida e obra do profeta francês.
Cientes da
expectativa criada, os Judas Priest apresentam um disco duplo, com
músicas cuidadosamente trabalhadas, no entanto pouco inovadoras dentro
do estilo. Grandes músicas épicas, boas letras, riffs de qualidade mas
de inovador, talvez só as orquestrações que servem de introdução a
quase todos os temas e que pretendem criar uma atmosfera que leve o
ouvinte a viajar pelo tempo e ter um cheirinho da época do profeta.
O que seria de esperar de um disco de Judas Priest, carregado de riffs
rápidos e pesados e com a voz característica de Halford a rasgar por
cima das linhas rítmicas, é aqui substituído por temas a tender para o
power metal melódico, com as tradicionais baladas e teclados.
Não é qualquer um que vai gostar deste álbum. Não que ele não seja
espectacular, pelo contrário, mas irá decepcionar os fãs mais fiéis à
linha tradicional da banda. Para se apreciar este trabalho na sua
totalidade é necessário libertar os ouvidos de opiniões pré-concebidas
e esquecer por momentos os autores de "Painkiller".
A banda
tentou, nos dois anos que levou a preparar este trabalho, apresentar
algo inovador e carregado de criatividade mas falta-lhe a genica de
outros tempos, até as vocalizações de Halford não se comparam com a
genialidade de antigamente. Aquilo que é apresentado é bom, mas não é o
que se esperava, não é este o estilo habitual da banda. E para isso,
existem bandas a oferecer neste âmbito produtos muito melhores que este
"Nostradamus".
Nota final: 6,5/10