Judas Priest - Nostradamus (2008)

29 Dec 2008 - Pedro

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JUDAS PRIEST
"Nostradamus"
Ano 2008
Sony BMG

CD1
01. "Dawn of Creation"
02. "Propechy"
03. "Awakening"
04. "Revelations"
05. "The Four Horsemen"
06. "War"
07. "Sands of Time"
08. "Pestilence and Plague"
09. "Death"
10. "Peace"
11. "Conquest"
12. "Lost Love"
13. "Persecution"


CD2
01. "Solitude"
02. "Exiled"
03. "Alone"
04. "Shadows In the Flame"
05. "Visions"
06. "Hope"
07. "New Beginning"
08. "Calm Before The Storm"
09. "Nostradamus"
10. "Future Of Mankind"



Os Judas Priest são uma banda que dispensa apresentações. Responsáveis por influenciar excelentes bandas como os Iron Maiden, Metallica e até mesmo os Slayer ou os Pantera, lançaram este ano o tão aclamado "Nostradamus".

Sendo o segundo álbum de originais desde o regresso de Rob Halford para as vocalizações, a banda criou uma enorme expectativa em torno deste trabalho, tendo todo o cuidado para que muito poucas informações sobre ele fossem disponibilizadas. Os fãs criaram uma enorme expectativa e esperava-se um digno sucessor ao nível de "Painkiller". Eis que surge então "Nostradamus", um álbum conceptual em torno da vida e obra do profeta francês.

Cientes da expectativa criada, os Judas Priest apresentam um disco duplo, com músicas cuidadosamente trabalhadas, no entanto pouco inovadoras dentro do estilo. Grandes músicas épicas, boas letras, riffs de qualidade mas de inovador, talvez só as orquestrações que servem de introdução a quase todos os temas e que pretendem criar uma atmosfera que leve o ouvinte a viajar pelo tempo e ter um cheirinho da época do profeta.

O que seria de esperar de um disco de Judas Priest, carregado de riffs rápidos e pesados e com a voz característica de Halford a rasgar por cima das linhas rítmicas, é aqui substituído por temas a tender para o power metal melódico, com as tradicionais baladas e teclados.

Não é qualquer um que vai gostar deste álbum. Não que ele não seja espectacular, pelo contrário, mas irá decepcionar os fãs mais fiéis à linha tradicional da banda. Para se apreciar este trabalho na sua totalidade é necessário libertar os ouvidos de opiniões pré-concebidas e esquecer por momentos os autores de "Painkiller".

A banda tentou, nos dois anos que levou a preparar este trabalho, apresentar algo inovador e carregado de criatividade mas falta-lhe a genica de outros tempos, até as vocalizações de Halford não se comparam com a genialidade de antigamente. Aquilo que é apresentado é bom, mas não é o que se esperava, não é este o estilo habitual da banda. E para isso, existem bandas a oferecer neste âmbito produtos muito melhores que este "Nostradamus".

Nota final:  6,5/10
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